segunda-feira, 7 de maio de 2012

Podas

Quando eu era criança, encontrei, um dia, um jardineiro,
com uma tesoura enorme na mão.
Fiquei revoltado quando vi que ele, com a sua tesoura,
começou a cortar os galhos mais tenros de todas as plantas.
Reclamei, agarrei-o pelo braço.
Ele sorriu e pediu-me que, depois de um mês,
eu voltasse a ver o resultado do que tinha feito.

E, de fato, um mês depois
todas as plantas estavam ainda mais belas
e cheias de vida.

Foi assim que aprendi o segredo das podas.

Quando li, no Evangelho,
que o Criador e Pai poda justamente os galhos que dão frutos,
entendi, aceitei, porque eu já sabia o efeito da poda.

Por que todos nós temos a tentação de imaginar
que os sofrimentos que nos chegam são castigos de Deus?!
Por que não pensar que Deus permite sofrimentos físicos e morais,
como o agricultor que poda suas árvores,
para que dêem mais fruto ainda?!
Por mais que o sofrimento nos desnorteie;
por mais que certos sofrimentos pareçam absurdos e revoltantes,
agarremo-nos a estas duas certezas,
como quem se agarra a dois cabos de aço:

Deus existe e Deus é Pai.

Dom Hélder Câmara

fonte: http://www.catequisar.com.br/mensagem/reflexoes/08/msn_196.htm

domingo, 6 de maio de 2012

Só observando!

O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.
A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.
O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora.
Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.
A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.
O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.
Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.
E disse a oração que fazia: ‘Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.’
O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.
‘É hora de ir‘ – disse Jim sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.
O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
Teve então, um lindo encontro com Jesus.
Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem… ‘Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.’


Certo dia, o pastor notou que Jim não havia aparecido.
Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado.
Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.
Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.
A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes… Nada!
Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama.
Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:
- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!
Parecendo surpreso, o velho virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso:
- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM!
Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz: ‘Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. Agora sou eu quem o está observando… e cuidando!
fonte:http://admparoquial.wordpress.com/category/textos-reflexivos/

Deus que ama as imagens

Sabe-se que uma imagem vale mais que mil palavras. Já diziam os latinos: verba volant, sed exempla manent (as palavras passam, mas os exemplos permanecem). Não é à toa que a igreja nos propõe a imagem dos santos: são seus rostos que falam; suas vidas nos ensinam, mais que mil discursos, o que é ser cristão de verdade. Não é mera casualidade que haja tanta confusão, tanta celeuma em relação ao culto das imagens desses heróis na fé. Seu testemunho incomoda o inimigo de Deus. Desde o início do Cristianismo, a vida heróica desses nossos antepassados na fé e seu testemunho firme até a efusão do sangue no martírio, foram sementes de novos cristãos: quanto mais eles eram perseguidos e levados à morte, mais pessoas se convertiam a Cristo, as atas dos mártires dão testemunho disso.

No evangelho de hoje, Jesus serve-se de uma bela imagem. Ele que, com sua encarnação, assumindo a condição humana, fazendo-se um de nós, tornou-se na palavra de São Paulo, a imagem visível do Deus invisível, usa a imagem da videira e dos ramos para visualizar a relação que existe entre Ele, Cristo, e seus seguidores, os cristãos. Na alegoria da videira encontramos a bela imagem da Igreja fundada por Jesus há dois mil anos: é d'Ele que recebemos a seiva vital, sem Ele nada podemos fazer. Há que permanecer n'Ele. Este verbo, no original grego, em São João indica a resposta do homem à iniciativa de Deus.

As Jornadas Mundiais da Juventude são uma imagem comovente da fé. O santo Padre não se esqueceria jamais daquelas imagens: a multidão de jovens, caminhando pelas ruas de Roma, levando a Cruz que ele lhes confiara; as luzes das velas que iluminavam não somente o rosto, mas faziam resplandecer a alma daquela nova geração sedenta de sentido da vida. O pedido do Papa não ficaria sem resposta: quando a Onu proclama a Ano da Juventude, ele os convoca a Roma; desta vez reservando-lhes uma surpresa. Um grande presente: a Jornada Mundial da Juventude!

domingo, 29 de abril de 2012

Jovens encontram o Bom Pastor

O quarto domingo da Páscoa é tradicionalmente conhecido como o Domingo do Bom Pastor, em virtude do Evangelho proclamado neste dia nos três ciclos anuais da liturgia, tirados do capítulo 10 de São João. Por este motivo, celebra-se hoje o Dia Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. A imagem do pastor, tão distante da nossa socidade urbana, é símbolo do infinito amor de Deus pela humanidade, manifestado em Cristo Jesus.

O pastor arrisca a própria vida pelas ovelhas. O mercenário não se preocupa senão com a própria vida, seu sucesso, sua carreira. Se hoje Jesus propusesse de novo a mesma parábola, nos mostraria que o perigo ao rebanho viria não somente dos lobos mas dos falsos pastores, cuja preocupação seria o carreirismo, a posição, as honras, o prestígio e o dinheiro.

Os jovens provenientes de todas as partes do mundo que pediam ao Santo Padre, naquele inesquecível Domingo de Ramos de 1984, faltando uma semana para o encerramento do Ano Santo Extraordinário da Redenção, que a experiência de se encontrarem continuasse no futuro, eram filhos de uma geração marcada pela chamada revolução dos costumes de 1968. Seus pais, influenciados pelo "é proibido proibir" de movimentos que pregavam o chamado amor livre e a contestação a toda e qualquer instituição, de certo modo tentavam inventar outro estilo de relação familiar, privando-os de um direito inalienável: era de fato, uma geração sem pais. Na pessoa do Papa, de João Paulo II, descobriram a imagem do Bom Pastor, do Pai Comum. As Jornadas Mundiais da Juventude são uma resposta a uma juventude carente de paternidade, necessitada de verdadeiros pastores, sedenta de Deus.

São Marcos

Para comemorar o dia de São Marcos, que foi agora no dia 25 postei essas breves informações sobre esse grande evangelista.Viva São Marcos!!!!!

São Marcos, Apóstolo de Cristo de origem pouco conhecida, autor do segundo dos evangelhos. Era judeu de origem e de uma família tão cristã que sempre acolheu aos primeiros cristãos em sua casa: "Ele se orientou e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, chamado Marcos; estava lá uma numerosa assembléia a orar" (Atos 12,12)

A principal fonte de informações sobre sua vida está no livro Atos dos Apóstolos. Filho de Maria de Jerusalém e primo de Barnabé, já se havia convertido ao cristianismo quando Paulo e Barnabé chegaram a Jerusalém (44) trazendo os auxílios da Igreja de Antioquia (At 11,30).
Acompanhou Barnabé e Paulo a Antióquia (12,25), na hoje Turquia, onde atuou como auxiliar de Paulo, mas voltou à Jerusalém quando chegaram a Perge, na Panfília. Depois ele e Barnabé teriam embarcado para à ilha de Chipre (13,4-5), na sua primeira viagem apostólica, porém o apóstolo não voltou a ser mencionado nos Atos.
De Chipre passou a evangelizar a Ásia Menor e, em decorrência de alguns conflitos, separou-se de Paulo e Barnabé em Perge (Panfília) e voltou para Jerusalém (13,13).
Voltou a Chipre (50) acompanhado apenas de Barnabé (15,39) e depois foi para Roma como colaborador de Paulo, prisioneiro naquela cidade (Cl 4,10; Fm 24). É possível que tenha deixado Roma antes da perseguição de Nero (64), pois depois (67) o apóstolo de Tarso, prisioneiro pela segunda vez, escrevia a Timóteo pedindo-lhe que levasse consigo, de Éfeso para Roma, o seu discípulo e colaborador, já que este lhe era muito útil em seu ministério (2Tm 4,11). Em Roma, também entrou em contato com Pedro, pois este, dirigindo-se aos fiéis do Ponto, da Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, saúda-as em nome do evangelista, a quem afetuosamente chama de filho (1Pd 5,13). Provavelmente escreveu em Roma o Evangelho (50-70) que traz o seu nome e que compila e reproduz a catequese de Pedro. Seu Evangelho destinou-se aos cristãos provenientes do paganismo e tem um estilo simples e vigoroso e com seus 661 versículos, é o Evangelho menos extenso. No século II, o bispo Pápias de Hierápolis, Anatólia, afirmou que ele teria sido intérprete de São Pedro. Embora sejam parcas as informações sobre o evangélico, é indiscutível sua importante participação nos primeiros tempos da igreja cristã. Na Itália seu nome está ligado à cidade de Veneza, para onde mercadores venezianos provenientes de Alexandria, transportaram o que diziam ser as suas relíquias (828). Seu símbolo como evangelista é o leão e a Igreja Católica festeja seu dia em 25 de abril, data em que o evangelista teria sido martirizado.


Enquanto alguns pesquisadores defendem que São Marcos morreu de causas naturais em Alexandria, no Egito, no ano de 68, outros afirmam que ele foi martirizado.
características:
*cristão em profunda comunhão com Deus e com os irmãos;

*missionário que anuncia e testemunha a boa nova de Jesus;

*articulador de novas comunidades e pastor dedicado ao Reino;

*escritor que procura transmitir ao mundo a vida, obra e ensinamento de Jesus, nosso Salvador, Mestre e Senhor.

fonte :
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_3428.html

domingo, 22 de abril de 2012

Jornadas, encontro com o Senhor

Já era quase noite naquele primeiro dia da semana, em que a morte fora vencida pelo Senhor da vida, a quem o livro do Apocalipse chama de O VIVENTE. Reunidos no Cenáculo, os Onze recordam os últimos acontecimentos : o Senhor aparecera a Simão e ao discípulo amado, há pouco haviam retornado aqueles dois que, desiludidos e decepcionados, tinham resolvido abandonar o grupo rumo a Emaús.

Neste instante, Cristo Ressuscitado aparece no meio deles e é tanta a alegria que lhes invade o coração que eles nem podiam acreditar naquilo que viam com os próprios olhos.

Para provar-lhes de que não se tratava de um fantasma, o Senhor lhes pergunta: tendes algo para comer? E comeu com eles... Este gesto comporta vários significados e interpretações: Jesus quereria mostrar que não se tratava de um fantasma, que sua ressurreição é algo concreto. Poderíamos interpretá-lo também numa chave eucarística, o banquete pascal por excelência. No entanto, não podemos nos esquecer da dimensão festiva, quotidiana. A Páscoa desemboca naquilo que há de mais natural, mais humano: comer juntos, festejar, transformando a convivência do dia a dia em celebração. Eles de fato tinham um grande motivo para celebrar!

As Jornadas Mundiais da Juventude surgem desse desejo: celebrar a fé. Sob o influxo do Concilio Vaticano II, os chamados Movimentos e Novas Comunidades, como os Focolarinos , Comunhão e Libertação, Comunidade de Santo Egidio, Neo Catecumenato, Beatitude, Renovação Carismática, entre outros, atraem multidões de jovens desejosos de encontrar respostas para suas inquietações interiores, e celebrar a fé comum. Os grandes encontros são uma marca destas comunidades. Em Loreto, Rímine, nas chamadas Mariápoles, percebe-se o desejo de celebrar juntos a beleza da fé. Naquele inesquecível Domingo de Ramos de 1994, no Jubileu da Juventude em Roma, uma multidão de jovens exprime um desejo ao Santo Padre: que esta experiência continuasse.

domingo, 15 de abril de 2012

Asas de Deus

 Depois de um incêndio florestal no Parque Nacional de Yellowstone, guardas florestais começaram a sua caminhada até uma montanha para avaliar os danos do inferno e um ranger encontrou um pássaro literalmente petrificado em cinzas, empoleirado na base de uma árvore. Um pouco enojado com a visão misteriosa, ele derrubou o pássaro com uma vara. Quando ele bateu nela delicadamente, três ...filhotes minúsculos correram sob as asas de sua mãe morta. A mãe amorosa, em plena consciência do desastre iminente, tinha levado seus filhos para a base da árvore e reuniu-os debaixo das asas, instintivamente sabendo que a fumaça tóxica subiria. Ela poderia ter voado para a segurança, mas, se recusou a abandonar seus bebês. Em seguida, o incêndio chegou e o calor tinha queimado seu corpo pequeno, a mãe havia permanecido firme... porque ela tinha se disposto a morrer, assim que aqueles sob a cobertura de suas asas viveriam.

"Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas você encontrará refúgio". Salmo 91:4

fonte:http://www.facebook.com/pages/Fontes-do-Amor/165055223600920