O caminho escolhido por Deus em seu filho Jesus Cristo é certamente desconcertante aos olhos do mundo. Nasce na pobreza de Belém, vive na mais desolada região do mundo, como Tácito, o grande historiador do Império Romano, chamava a Galileia, escolhe homens simples como discípulos, e é condenado à morte e executado entre malfeitores. É bem verdade que sua fama chega à sua cidade natal, Nazaré, justamente pelos milagres e prodígios que realiza na vizinha Carfanaum. De fato, eles se perguntam: De onde vem esse poder? Por isso, entre um misto de expectativa e desdenho, quase que exigem que Ele realize na terra natal os milagres que fizera na, quem sabe rival, cidade vizinha. No entanto, uma coisa é falar de Deus; outra é experimentar um verdadeiro encontro pessoal com Ele. Uma coisa é falar de fé, outra bem diferente é crer. É fácil dizer-se cristão, outra é sê-lo de fato. A reação seria a pior possível. Eles simplesmente não conseguem tolerar e aceitar que um deles, um simples carpinteiro da cidade, seja revestido da presença de Deus. Por isso, rejeitaram Jesus. Tinham o coração fechado. E, cegos de inveja, não experimentaram em Jesus o Deus que, mais do que no poder, se revela na humildade e no amor. Diante da repulsa, Jesus não reage com a força ou o castigo. Ameaçado pelos conterrâneos, que procuram matá-lo, Ele segue seu caminho. É o mistério da liberdade. Deus não arromba a porta, mas bate e espera que a abram.
Durante a celebração da Vigília da Jornada Mundial da Juventude em 1997, no Hipódromo de Longchamps, em Paris, um grupo de jovens recebia das mãos do Santo Padre os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia. No semblante daqueles Jovens, podia-se descobrir a beleza da fé, adesão livre ao Deus que se revela na simplicidade de um coração que se lhe deixa abrir como sua morada. C onta-se que, visitando a Universidade de Paris, em meio a uma multidão de jovens, um rapaz grita ao Papa: "Santo Padre, reze por mim, eu perdi a fé!" João Paulo II se volta e, diante daquele moço, simplesmente traça-lhe na fronte o sinal da Cruz. Os presentes nunca mais esqueceriam aquela cena. Caindo de joelhos, o jovem redescobre a fé, no gesto simples e humilde da Cruz do Senhor.
domingo, 8 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Fé dos jovens
Dias atrás estava conversando com um grupo de jovens, quando o animador do grupo me falou: “Brother, por que será que nossos jovens de hoje não têm mais fé?” A pergunta me pegou de surpresa. Fiquei pensando por vários minutos antes de responder. Então lhe disse: na verdade podemos considerar três hipóteses: a) Ou ele nunca teve fé; b) ou manifesta a sua fé à sua maneira c) ou de fato a perdeu. Não levei o assunto mais adiante, pois acredito que isso levaria um bom tempo.
Mas o tema não saiu de minha cabeça. Por isso, a minha reflexão de hoje vai refletir sobre esse tema tão delicado e tão pouco refletido no meio juvenil. Convido você jovem, a refletir comigo e ao mesmo tempo fazer um exame de consciência para que você possa identificar em qual das três hipóteses você se encaixa. Você topa esse desafio? Então vamos nessa!
Os jovens de hoje são como cristais: parecem fortes, mas ao invés são frágeis; duros e maduros, mas às vezes delicados e imaturos; agressivos e corajosos e às vezes fracos e medrosos. Sabemos muito bem que em suas cabeças perpassam muitas dúvidas em relação ao futuro, aos estudos, a família e também a fé não fica de fora. Por mais duro de coração que um jovem aparenta ser, na realidade existe uma ternura muito grande escondida em seu coração.
Diante das mudanças de nossa sociedade o jovem é vitima do encantamento por tudo aquilo que é material, palpável, consumível. Vai em busca de um falso prazer oferecido pela sociedade de consumo e com facilidade troca o abstrato pelo concreto.
É neste “entrevero” que encontramos nossos jovens. Já escutei alguns jovens falarem: “eu tenho fé, mas não vou à missa, pois o padre é muito chato”. Mas afinal de conta, onde o jovem baseia a sua vida cristã? Na figura do padre ou na figura de Jesus Cristo? Entramos então na discussão da hipótese de que o jovem de hoje tem fé, mas vive de maneira diferente. Sua fé, quem sabe, consiste em acreditar num Deus que está ao nosso lado, pronto e disposto a nos ajudar nos momentos de dificuldades. Basta rezar um pai-nosso e Ele vem em nosso auxílio.
Será? Seria mais fácil para um jovem dizer eu não acredito em Deus, ou, eu não tenho fé, simplesmente para justificar o seu comodismo diante do seu compromisso de cristão, assumido pelos padrinhos no seu batismo e depois assumido por ele mesmo na crisma? Ou a falta de fé do jovem não passa de uma forma de não se expor diante de uma sociedade ou de um grupo de amigo que acha isso careta e ultrapassado? A fé, não é só acreditar ou não acreditar. A fé é um compromisso público, que se assumie enquanto cristão e por isso devemos vivê-la e demonstrá-la sem medo de ser feliz.
Quantas vezes, em sala de aula, nosso professor perguntou: quem foi na missa domingo? E ficamos quietos por vergonha ou medo de ser ridicularizado pelos colegas? Se você faz parte de um grupo de jovem, quantas vezes você escondeu isso de seus amigos? Quando alguém fala mal da nossa religião, ou mesmo diz blasfêmias sobre Jesus e Deus o que fazemos? Não temos medo, muitas vezes, de defender nossa fé, nossa religião? Por isso, ter fé é defender as nossas crenças e participar ativamente de tudo o que nos fortalece em nossa crença e nos faz amar cada vez mais a Deus e ao próximo. Ter fé é não ter vergonha de ser cristão. Ter fé é poder dizer a todos que participa de um grupo de jovens. Ter fé é poder dizer que faz atos solidários. Ter fé é dizer que vai à missa ou no culto. Ter fé é amar a todos com igualdade.
Ter fé é ter coragem de defender a nossa religião. Ter fé é acreditar nas palavras de Cristo, nas palavras de Deus, muito mais do que na forma como o padre ou pastor orienta os seus fiéis na hora da celebração. Enfim, ter fé é poder dizer: EU ACREDITO NA VIDA e todos nós sabemos que essa VIDA é DEUS.
Agora, aquela pergunta que alguém me fez um dia eu faço a você, jovem leitor: você já teve fé um dia? Você já teve e a perdeu? Ou você vive e manifesta a sua fé de forma diferente? Como você vive a sua fé? Em que situação você se encontra? Medo ou vergonha de manifestar publicamente a sua fé? O que te impede de vivenciar concretamente a sua fé? O que precisa mudar em sua vida?
Eis a parada deste mês: demonstrar a todos a nossa fé verdadeira. Você está disposto a ser um jovem de fé? Vamos adiante então, sem medo de ser feliz. Cristo conta com você.
"Andá com fé eu vou Que a fé não costuma faiá." (Gilberto Gil)
Autor: Ir. João Batista Pereira
fonte: http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=31&cod_noticia=17063
Mas o tema não saiu de minha cabeça. Por isso, a minha reflexão de hoje vai refletir sobre esse tema tão delicado e tão pouco refletido no meio juvenil. Convido você jovem, a refletir comigo e ao mesmo tempo fazer um exame de consciência para que você possa identificar em qual das três hipóteses você se encaixa. Você topa esse desafio? Então vamos nessa!
Os jovens de hoje são como cristais: parecem fortes, mas ao invés são frágeis; duros e maduros, mas às vezes delicados e imaturos; agressivos e corajosos e às vezes fracos e medrosos. Sabemos muito bem que em suas cabeças perpassam muitas dúvidas em relação ao futuro, aos estudos, a família e também a fé não fica de fora. Por mais duro de coração que um jovem aparenta ser, na realidade existe uma ternura muito grande escondida em seu coração.
Diante das mudanças de nossa sociedade o jovem é vitima do encantamento por tudo aquilo que é material, palpável, consumível. Vai em busca de um falso prazer oferecido pela sociedade de consumo e com facilidade troca o abstrato pelo concreto.
É neste “entrevero” que encontramos nossos jovens. Já escutei alguns jovens falarem: “eu tenho fé, mas não vou à missa, pois o padre é muito chato”. Mas afinal de conta, onde o jovem baseia a sua vida cristã? Na figura do padre ou na figura de Jesus Cristo? Entramos então na discussão da hipótese de que o jovem de hoje tem fé, mas vive de maneira diferente. Sua fé, quem sabe, consiste em acreditar num Deus que está ao nosso lado, pronto e disposto a nos ajudar nos momentos de dificuldades. Basta rezar um pai-nosso e Ele vem em nosso auxílio.
Será? Seria mais fácil para um jovem dizer eu não acredito em Deus, ou, eu não tenho fé, simplesmente para justificar o seu comodismo diante do seu compromisso de cristão, assumido pelos padrinhos no seu batismo e depois assumido por ele mesmo na crisma? Ou a falta de fé do jovem não passa de uma forma de não se expor diante de uma sociedade ou de um grupo de amigo que acha isso careta e ultrapassado? A fé, não é só acreditar ou não acreditar. A fé é um compromisso público, que se assumie enquanto cristão e por isso devemos vivê-la e demonstrá-la sem medo de ser feliz.
Quantas vezes, em sala de aula, nosso professor perguntou: quem foi na missa domingo? E ficamos quietos por vergonha ou medo de ser ridicularizado pelos colegas? Se você faz parte de um grupo de jovem, quantas vezes você escondeu isso de seus amigos? Quando alguém fala mal da nossa religião, ou mesmo diz blasfêmias sobre Jesus e Deus o que fazemos? Não temos medo, muitas vezes, de defender nossa fé, nossa religião? Por isso, ter fé é defender as nossas crenças e participar ativamente de tudo o que nos fortalece em nossa crença e nos faz amar cada vez mais a Deus e ao próximo. Ter fé é não ter vergonha de ser cristão. Ter fé é poder dizer a todos que participa de um grupo de jovens. Ter fé é poder dizer que faz atos solidários. Ter fé é dizer que vai à missa ou no culto. Ter fé é amar a todos com igualdade.
Ter fé é ter coragem de defender a nossa religião. Ter fé é acreditar nas palavras de Cristo, nas palavras de Deus, muito mais do que na forma como o padre ou pastor orienta os seus fiéis na hora da celebração. Enfim, ter fé é poder dizer: EU ACREDITO NA VIDA e todos nós sabemos que essa VIDA é DEUS.
Agora, aquela pergunta que alguém me fez um dia eu faço a você, jovem leitor: você já teve fé um dia? Você já teve e a perdeu? Ou você vive e manifesta a sua fé de forma diferente? Como você vive a sua fé? Em que situação você se encontra? Medo ou vergonha de manifestar publicamente a sua fé? O que te impede de vivenciar concretamente a sua fé? O que precisa mudar em sua vida?
Eis a parada deste mês: demonstrar a todos a nossa fé verdadeira. Você está disposto a ser um jovem de fé? Vamos adiante então, sem medo de ser feliz. Cristo conta com você.
"Andá com fé eu vou Que a fé não costuma faiá." (Gilberto Gil)
Autor: Ir. João Batista Pereira
fonte: http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=31&cod_noticia=17063
terça-feira, 3 de julho de 2012
“Jovens, como o Pai me enviou, assim eu vos envio”
Convido vocês, jovens, a refletirmos juntos sobre esta grande certeza de nossa fé: A Ressurreição.
Tomando o texto de Jo. 20, 19-22, cujo tema é “Jesus ressuscitado está vivo na comunidade”, gostaria de tecer três pontos.
Vencer o medo
Era o primeiro dia da semana. Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou...
Muitas vezes a nossa juventude peca por omissão; tendo medo de anunciar Jesus ressuscitado, se fecham nos seus grupos como se fossem detentores únicos da fé. Este medo deve ser a primeira barreira a ser superada, pois por maior que sejam as justificativas não somos isolados, não somos ilhas. Por mais que sejamos ameaçados por diversas formas, a verdade e justiça não podem se reduzir a um grupo.
Assim, quando fazemos a experiência do encontro, da intimidade com Cristo, não temos medo de anunciá-lo, de divulgá-lo. O namorado não tem vergonha de apresentar a namorada aos colegas, mesmo se esta não é simpática a eles, será por quê? Claro, porque há um amor que o faz superar qualquer vergonha, há uma experiência já vivida de conhecimento e aproximação e quando a pessoa entra na vida dele, já se perde o medo.
Um dos maiores medos dos jovens hoje é o medo de perder. Perder a liberdade, pois, para fazer uma opção por Ele, deve-se ter em conta alguns quesitos como o proposto para o jovem rico: Vai, vende tudo o que tem e me siga.
A Confiança
(...) Ficou no meio deles e disse: “A Paz esteja com vocês”. Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então, os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor.
Imaginemos que estamos conversando com os amigos, tristes porque em um acidente de carro estamos com um dos nossos amigos no hospital correndo risco de morte, e somos surpreendidos com a notícia que aquele amigo está bem. Então a alegria é irradiada.
Os discípulos passaram por uma situação semelhante a esta, passaram do medo de ter perdido o grande mestre, para a confiança de que ele está no meio da comunidade, ressuscitado. Da mesma forma, o jovem missionário de Jesus, depois de vencer o medo, sempre terá a confiança que gerará uma alegria contagiante que não conseguirá reter. Com isso, passamos do medo de perder a liberdade para a confiança de que só n'Ele realmente temos a liberdade. Deus não nos tira nada, só acrescenta.
A Missão
Jesus disse de novo para eles: “A Paz esteja com vocês”. Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês. Tendo falado isso, Jesus soprou sobre eles, dizendo: “Recebam o Espírito Santo”.
A relação de amizade entre o jovem e Jesus deve ser sempre pautada na reciprocidade, pois foi por nós que Ele demonstrou o amor maior e ainda mais: este amor, Ele quis que estivesse sempre conosco, seja na Palavra, na Eucaristia ou no irmão menos favorecido.
Portanto, querida juventude, não tenha medo de abrir o coração para este Deus vivo que sentimos bem forte neste tempo pascal. Para a entrada dele em nosso coração, é necessário um mínimo de disposição em acolhê-lo.
Acolhendo vamos, dia após dia, alimentando esta presença ressuscitada e ressuscitadora. Sabemos em quem colocamos a nossa confiança, e, com certeza, seremos capazes de anunciar aos outros jovens não uma fé de palavras, mas uma fé verdadeiramente vivida e manifestada na solidariedade aos irmãos.
Padre Marcelo Gualberto - secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária
fonte: http://www.jovensconectados.org.br/artigos/jovem-e-a-igreja/1432-jovens-como-o-pai-me-enviou-assim-eu-vos-envio
Tomando o texto de Jo. 20, 19-22, cujo tema é “Jesus ressuscitado está vivo na comunidade”, gostaria de tecer três pontos.
Vencer o medo
Era o primeiro dia da semana. Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou...
Muitas vezes a nossa juventude peca por omissão; tendo medo de anunciar Jesus ressuscitado, se fecham nos seus grupos como se fossem detentores únicos da fé. Este medo deve ser a primeira barreira a ser superada, pois por maior que sejam as justificativas não somos isolados, não somos ilhas. Por mais que sejamos ameaçados por diversas formas, a verdade e justiça não podem se reduzir a um grupo.
Assim, quando fazemos a experiência do encontro, da intimidade com Cristo, não temos medo de anunciá-lo, de divulgá-lo. O namorado não tem vergonha de apresentar a namorada aos colegas, mesmo se esta não é simpática a eles, será por quê? Claro, porque há um amor que o faz superar qualquer vergonha, há uma experiência já vivida de conhecimento e aproximação e quando a pessoa entra na vida dele, já se perde o medo.
Um dos maiores medos dos jovens hoje é o medo de perder. Perder a liberdade, pois, para fazer uma opção por Ele, deve-se ter em conta alguns quesitos como o proposto para o jovem rico: Vai, vende tudo o que tem e me siga.
A Confiança
(...) Ficou no meio deles e disse: “A Paz esteja com vocês”. Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então, os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor.
Imaginemos que estamos conversando com os amigos, tristes porque em um acidente de carro estamos com um dos nossos amigos no hospital correndo risco de morte, e somos surpreendidos com a notícia que aquele amigo está bem. Então a alegria é irradiada.
Os discípulos passaram por uma situação semelhante a esta, passaram do medo de ter perdido o grande mestre, para a confiança de que ele está no meio da comunidade, ressuscitado. Da mesma forma, o jovem missionário de Jesus, depois de vencer o medo, sempre terá a confiança que gerará uma alegria contagiante que não conseguirá reter. Com isso, passamos do medo de perder a liberdade para a confiança de que só n'Ele realmente temos a liberdade. Deus não nos tira nada, só acrescenta.
A Missão
Jesus disse de novo para eles: “A Paz esteja com vocês”. Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês. Tendo falado isso, Jesus soprou sobre eles, dizendo: “Recebam o Espírito Santo”.
A relação de amizade entre o jovem e Jesus deve ser sempre pautada na reciprocidade, pois foi por nós que Ele demonstrou o amor maior e ainda mais: este amor, Ele quis que estivesse sempre conosco, seja na Palavra, na Eucaristia ou no irmão menos favorecido.
Portanto, querida juventude, não tenha medo de abrir o coração para este Deus vivo que sentimos bem forte neste tempo pascal. Para a entrada dele em nosso coração, é necessário um mínimo de disposição em acolhê-lo.
Acolhendo vamos, dia após dia, alimentando esta presença ressuscitada e ressuscitadora. Sabemos em quem colocamos a nossa confiança, e, com certeza, seremos capazes de anunciar aos outros jovens não uma fé de palavras, mas uma fé verdadeiramente vivida e manifestada na solidariedade aos irmãos.
Padre Marcelo Gualberto - secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária
fonte: http://www.jovensconectados.org.br/artigos/jovem-e-a-igreja/1432-jovens-como-o-pai-me-enviou-assim-eu-vos-envio
segunda-feira, 2 de julho de 2012
A Barca
1.Tu, te abeiraste na praiaNão buscaste nem sábios nem ricos,somente queres que eu te siga!
Senhor, tu me olhaste nos olhos,a sorrir, pronunciastes meu Nome,lá na praia, eu larguei o meu barco,junto a Ti buscarei outro mar...
2.Tu sabes bem que em meu barcoEu não tenho nem ouro nem espadassomente redes e o meu trabalho
3.Tu, minhas mãos solicitas,meu cansaço que a outros descanse,amor que almeja seguir amando.
4.Tu, pescador de outros lagos,ânsia eterna de almas que esperam,bondoso amigo que assim me chamas.
http://www.vagalume.com.br/musicas-catolicas/a-barca.html#ixzz1zUJO0K3o
Senhor, tu me olhaste nos olhos,a sorrir, pronunciastes meu Nome,lá na praia, eu larguei o meu barco,junto a Ti buscarei outro mar...
2.Tu sabes bem que em meu barcoEu não tenho nem ouro nem espadassomente redes e o meu trabalho
3.Tu, minhas mãos solicitas,meu cansaço que a outros descanse,amor que almeja seguir amando.
4.Tu, pescador de outros lagos,ânsia eterna de almas que esperam,bondoso amigo que assim me chamas.
http://www.vagalume.com.br/musicas-catolicas/a-barca.html#ixzz1zUJO0K3o
Motivos para não perder a esperança
10 passos para construir o Céu na Terra
Sempre desejamos que nossa vida seja um oásis de paz e harmonia. Porém, quando buscamos em nós mesmos estes sentimentos, ficamos confusos e, por vezes, acabamos nos desanimando. Descobrimos em nossa fragilidade que estamos longe do ideal que sonhamos. Contudo, é necessário nunca perdemos a esperança. O céu que buscamos começa a ser construído dentro de cada um de nós, no hoje da história.
Em nossa caminhada rumo ao céu que sonhamos, alguns passos são fundamentais:
1 – Respeitar o diferente
Nem sempre é fácil conviver com quem pensa diferente de nós. O respeito para com o outro nasce a partir do momento em que o reconhecemos não como um inimigo, mas como um ser humano limitado, necessitado de nossa ajuda e compreensão. Assim como ele, ainda estamos em processo de construção. Deus ainda não nos terminou.
2 – Evitar o julgamento
Todo o julgamento sempre nos conduz a graves desentendimentos. Jesus nunca julgou o outro, pelo contrário, sempre olhava para cada pessoa a partir das possibilidades que o ser humano carregava no seu coração. Quando julgamos o próximo, experimentamos, em nós mesmos, a consciência de que também não somos perfeitos.
3 – Reconciliar-se com o tempo
Queremos tudo para hoje e não damos ao tempo o período necessário para o amadurecimento interior de nossos sentimentos. Muitas pessoas têm se sufocado e sufocado outros com sua pressa e ansiedade. Quem colhe frutos verdes experimenta em si mesmo o amargo das antecipações.
4 – Reflexão interior
Cada gesto, atitude, palavra, olhar e decisão trazem em si as suas próprias consequências. Nossas escolhas sempre terão alguma consequência em nossa vida. Diante da vida e de seus desdobramentos, uma pergunta é sempre essencial: Qual lição eu aprendi com este acontecimento na minha vida? A cada lição aprendida, o tesouro da nossa sabedoria irá se enriquecendo com as pérolas do aprendizado.
Em nossa caminhada rumo ao céu que sonhamos, alguns passos são fundamentais:
1 – Respeitar o diferente
Nem sempre é fácil conviver com quem pensa diferente de nós. O respeito para com o outro nasce a partir do momento em que o reconhecemos não como um inimigo, mas como um ser humano limitado, necessitado de nossa ajuda e compreensão. Assim como ele, ainda estamos em processo de construção. Deus ainda não nos terminou.
2 – Evitar o julgamento
Todo o julgamento sempre nos conduz a graves desentendimentos. Jesus nunca julgou o outro, pelo contrário, sempre olhava para cada pessoa a partir das possibilidades que o ser humano carregava no seu coração. Quando julgamos o próximo, experimentamos, em nós mesmos, a consciência de que também não somos perfeitos.
3 – Reconciliar-se com o tempo
Queremos tudo para hoje e não damos ao tempo o período necessário para o amadurecimento interior de nossos sentimentos. Muitas pessoas têm se sufocado e sufocado outros com sua pressa e ansiedade. Quem colhe frutos verdes experimenta em si mesmo o amargo das antecipações.
4 – Reflexão interior
Cada gesto, atitude, palavra, olhar e decisão trazem em si as suas próprias consequências. Nossas escolhas sempre terão alguma consequência em nossa vida. Diante da vida e de seus desdobramentos, uma pergunta é sempre essencial: Qual lição eu aprendi com este acontecimento na minha vida? A cada lição aprendida, o tesouro da nossa sabedoria irá se enriquecendo com as pérolas do aprendizado.
5 – Viver em comunidade
Em tempos de comunidades virtuais, a vida real clama pela nossa presença. Nada pode substituir um abraço, um sorriso, um olhar carinhoso e terno. A vida em comunidade nos torna irmãos e irmãs. Quem se isola foge de si mesmo e dos outros.
6 – Ser solidário
A solidariedade é o amor ao próximo manifestado em gestos concretos. Nossos gestos solidários ganham inspiração cristã quando reconhecemos, em quem precisa de nossa ajuda, o próprio Cristo.
7 – Cultivar uma vida espiritual
A alma se alimenta daquilo que a ela oferecemos. Só iremos crescer interiormente quando alimentarmos nosso coração de uma espiritualidade madura e cristã, que reconheça a Cristo Ressuscitado como base de nossa fé.
8 – Alimentar-se da Palavra de Deus
Se o alimento é necessário à saúde biológica do nosso corpo, a Palavra de Deus é alimento seguro para a saúde de nossa vida interior. Quem busca, na Palavra de Deus, a luz para guiar seus passos terá seu caminho iluminado pelo amor do Pai.
9 – Ser amigo do silêncio
Tão importante quanto a fala é o silêncio. Se com ela ocorre a comunicação verbal, com o silêncio do nosso coração ocorre a comunicação espiritual. Coração silencioso é abrigo para as respostas de Deus à nossa vida.
10 – Vida de Oração
Quando descobrimos a Deus como um amigo, jamais podemos ficar um dia sem falar com Ele. Na oração fazemos a descoberta de uma amizade em que o filho se abandona totalmente nas mãos do Pai que o ama infinitamente. Se a oração é dialogo, a conversa que nasce desta relação entre nós e Deus se chama amor.
fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12841
Em tempos de comunidades virtuais, a vida real clama pela nossa presença. Nada pode substituir um abraço, um sorriso, um olhar carinhoso e terno. A vida em comunidade nos torna irmãos e irmãs. Quem se isola foge de si mesmo e dos outros.
6 – Ser solidário
A solidariedade é o amor ao próximo manifestado em gestos concretos. Nossos gestos solidários ganham inspiração cristã quando reconhecemos, em quem precisa de nossa ajuda, o próprio Cristo.
7 – Cultivar uma vida espiritual
A alma se alimenta daquilo que a ela oferecemos. Só iremos crescer interiormente quando alimentarmos nosso coração de uma espiritualidade madura e cristã, que reconheça a Cristo Ressuscitado como base de nossa fé.
8 – Alimentar-se da Palavra de Deus
Se o alimento é necessário à saúde biológica do nosso corpo, a Palavra de Deus é alimento seguro para a saúde de nossa vida interior. Quem busca, na Palavra de Deus, a luz para guiar seus passos terá seu caminho iluminado pelo amor do Pai.
9 – Ser amigo do silêncio
Tão importante quanto a fala é o silêncio. Se com ela ocorre a comunicação verbal, com o silêncio do nosso coração ocorre a comunicação espiritual. Coração silencioso é abrigo para as respostas de Deus à nossa vida.
10 – Vida de Oração
Quando descobrimos a Deus como um amigo, jamais podemos ficar um dia sem falar com Ele. Na oração fazemos a descoberta de uma amizade em que o filho se abandona totalmente nas mãos do Pai que o ama infinitamente. Se a oração é dialogo, a conversa que nasce desta relação entre nós e Deus se chama amor.
fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12841
domingo, 1 de julho de 2012
O Papa presente na Jornada
Dentre os inúmeros documentos que nos relatam a História da Igreja de Cristo fundada há dois mil anos, além dos livros inspirados da Sagrada Escritura, somam-se numerosos relatos do martírio dos santos, as chamadas Acta Martyrum. Neles podemos ver a numerosa multidão de homens e mulheres que amaram a Cristo mais do que a própria vida, chegando até a efusão do sangue.
Hoje celebramos o martírio daqueles que são considerados os dois maiores pilares da Igreja: São Pedro e São Paulo. Pedro era um simples pescador, acostumado à faina diária, desconhecido à história dos grandes. Deus, que faz grandes coisas com os simples humildes, escolhe a Pedro. Jesus não chama um santo; Pedro é impulsivo, entusiasma-se com facilidade, mas facilmente nega-se a si mesmo. Jesus fará dele um santo, a Pedra da sua Igreja. Já no momento em que anuncia sua negação, Jesus lhe diz: "Satanás te procurou para te joeirar como trigo, mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça... e tu, confirma teus irmãos na fé". Jesus quer a unidade na sua Igreja. Pedro, o pescador e o Papa e seus sucessores, são o sinal da unidade na Igreja.
Juntamente com Pedro, celebramos também o Apóstolo Paulo. Pedro é sinal de unidade; Paulo é o ícone da missão. Paulo também é um pecador, um intolerante que leva ao sofrimento tantos cristãos da primeira hora, como o diácono Santo Estêvão, uma de suas vítimas. No caminho de Damasco chega a hora da luz, um encontro, uma palavra, mudam a sua vida: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Agora será perseguido, incompreendido, mas saberá dizer com a força de sua fé: "Para mim viver é Cristo e o morrer é lucro." Pedro e Paulo serão levados pela fé a Roma onde ambos encontrarão o martírio, um pela Cruz, outro ao fio da espada. Suas vidas nos fazem pensar. Em seu lugar eu teria a mesma atitude, ou renunciaria à fé?
Em nossa contagem regressiva, temos pouco mais de um ano para nos prepararmos para a JMJ 2013. Seria oportuno nos perguntar o que estamos fazendo para este grande evento evangelizador em nossa cidade. Pedro, na pessoa de seu sucessor, Bento XVI, estará conosco e com milhões de jovens do mundo inteiro, celebrando a mesma fé da Igreja fundada por Jesus sobre o fundamento dos Apóstolos. Já me inscrevi como voluntário? Já ofereci minha casa para hospedar os peregrinos? Tenho colaborado com meu pároco na organização da JMJ? Que os Apóstolos Pedro e Paulo nos estimulem a dar nossa resposta a Jesus com a mesma fé que eles deram.
*Efusão- derramamento
*Faina-trabalho da tripulação de um navio
*Joeirar-separar o trigo do joio (bem e mal)
Hoje celebramos o martírio daqueles que são considerados os dois maiores pilares da Igreja: São Pedro e São Paulo. Pedro era um simples pescador, acostumado à faina diária, desconhecido à história dos grandes. Deus, que faz grandes coisas com os simples humildes, escolhe a Pedro. Jesus não chama um santo; Pedro é impulsivo, entusiasma-se com facilidade, mas facilmente nega-se a si mesmo. Jesus fará dele um santo, a Pedra da sua Igreja. Já no momento em que anuncia sua negação, Jesus lhe diz: "Satanás te procurou para te joeirar como trigo, mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça... e tu, confirma teus irmãos na fé". Jesus quer a unidade na sua Igreja. Pedro, o pescador e o Papa e seus sucessores, são o sinal da unidade na Igreja.
Juntamente com Pedro, celebramos também o Apóstolo Paulo. Pedro é sinal de unidade; Paulo é o ícone da missão. Paulo também é um pecador, um intolerante que leva ao sofrimento tantos cristãos da primeira hora, como o diácono Santo Estêvão, uma de suas vítimas. No caminho de Damasco chega a hora da luz, um encontro, uma palavra, mudam a sua vida: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Agora será perseguido, incompreendido, mas saberá dizer com a força de sua fé: "Para mim viver é Cristo e o morrer é lucro." Pedro e Paulo serão levados pela fé a Roma onde ambos encontrarão o martírio, um pela Cruz, outro ao fio da espada. Suas vidas nos fazem pensar. Em seu lugar eu teria a mesma atitude, ou renunciaria à fé?
Em nossa contagem regressiva, temos pouco mais de um ano para nos prepararmos para a JMJ 2013. Seria oportuno nos perguntar o que estamos fazendo para este grande evento evangelizador em nossa cidade. Pedro, na pessoa de seu sucessor, Bento XVI, estará conosco e com milhões de jovens do mundo inteiro, celebrando a mesma fé da Igreja fundada por Jesus sobre o fundamento dos Apóstolos. Já me inscrevi como voluntário? Já ofereci minha casa para hospedar os peregrinos? Tenho colaborado com meu pároco na organização da JMJ? Que os Apóstolos Pedro e Paulo nos estimulem a dar nossa resposta a Jesus com a mesma fé que eles deram.
*Efusão- derramamento
*Faina-trabalho da tripulação de um navio
*Joeirar-separar o trigo do joio (bem e mal)
sábado, 30 de junho de 2012
São Pedro e São Paulo
Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo de Guarabira(PB)
O dia 29 de junho é o dia da solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja, que no Brasil é transferida para o domingo seguinte, quando esse dia ocorrer durante a semana, para que todos possam participar da celebração eucarística. O domingo é “Dia do Senhor ressuscitado”, do qual os apóstolos foram testemunhas qualificadas da ressurreição de Jesus Cristo; domingo também é dia de ouvir a Palavra de Deus e de celebrar a Eucaristia, transmitidas a todos pelos apóstolos, e de professar a fé que nos reúne na mesma Igreja fundada sobre o testemunho apostólico. Nesta solenidade, somos convidados a louvar a Deus pela vida e a missão de São Pedro e São Paulo. Duas figuras tão diferentes, que, no entanto se uniram no testemunho de Cristo até a morte. Pedro, o homem volúvel e frágil, mas ao mesmo tempo decidido, recebe uma atenção especial de Cristo. Homem corajoso, que confessa sua fé em Cristo, disposto a acompanhá-lo em sua paixão, caminha sobre as águas, quer defender o seu Mestre, mas ao mesmo tempo tão frágil a ponto de trair o seu Mestre, negando conhecê-lo, por três vezes.
Mas é sobre esta fragilidade fundamentada na fé que Cristo edifica sua Igreja. Paulo, homem zeloso, que passou de perseguidor da Igreja a apóstolo totalmente dedicado à pregação do Evangelho. Temperamento forte e difícil, mas cresce no amor de Cristo, a ponto de poder dizer: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”. A Solenidade de Pedro e Paulo nos dá ocasião para aprofundar o nosso amor à Igreja e a nossa missão aos povos. Em ambos vemos a nossa missão de discípulos missionários. Eles se doam totalmente à causa da Igreja. A esta mesma vocação somos todos chamados. Importa confiar no Senhor, buscando n’Ele a sua força. Então ainda hoje Deus há de intervir e guiar a Igreja. A nossa fé em Jesus Cristo passa pelos Apóstolos, passa pela Igreja. Cremos numa Igreja una, santa, católica e apostólica. Se Pedro é a coluna da unidade da Igreja e da comunhão na mesma fé, Paulo representa a dimensão missionária da Igreja, enviada para o meio dos povos para lhes comunicar sem cessar o Evangelho. “Ai de mim, se eu não evangelizar!”. Por ocasião desta Solenidade, celebramos o Dia do Papa. Unidos ao atual Sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, a exemplo dos primeiros cristãos que estavam unidos a Pedro, em oração, de modo especial, no momento em que ele mais sofria. “A Igreja rezava continuamente a Deus por ele” (At 12,5).
Nesse dia, também, somos convidados a permanecer unidos ao Santo Padre, rezando por ele. Como sinal de comunhão e de partilha, oferecemos, nas missas da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, o Óbolo de São Pedro, oferta a ser enviada ao Papa para atender às necessidades da Igreja no mundo inteiro. Em Roma, solenidade comemorada mesmo no dia 29 de junho, onde Pedro e Paulo deram a vida por Cristo e são patronos da cidade, o Papa entrega o pálio aos novos arcebisposdo mundo inteiro, isto é, um pano de lã branca confeccionado com a lã de cordeiros, adornado com seis cruzes e três cravos, símbolo da Paixão. O simbolismo da lã pura sobre os ombros recorda o Bom Pastor que leva as ovelhas consigo, e as cruzes bordadas em lã lembram as chagas de Cristo e sua Paixão salvadora. Revigoremos nossa vida cristã no testemunho no testemunho apostólico para realizarmos hoje a missão que Jesus confiou a eles e também a nós. Sigamos o exemplo destes dois Apóstolos que nos deram as primícias da fé.
fonte: http://oanunciador.com/
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